O quadro Momento da Inclusão
trouxe um importante destaque sobre oportunidades para pessoas com deficiência
em Rondônia. Nesta edição, foi evidenciado o exemplo positivo do Tribunal de
Justiça, que vem cumprindo a legislação e promovendo o profissionalismo por
meio de ações concretas. A Associação Pestalozzi de Porto Velho, firmou um
convênio com o TJRO, garantindo que seus alunos tenham a oportunidade de
participar de estágios dentro da instituição. A iniciativa tem despertado
grande interesse entre os estudantes, que se esforçam diariamente para
aprender, crescer e conquistar seu espaço no mercado de trabalho.
Diversos alunos já atuam como estagiários
em diferentes setores do Tribunal de Justiça, contribuindo com dedicação e
responsabilidade nas atividades desempenhadas. Para muitos deles, essa
experiência representa não apenas aprendizado, mas também a realização de um
sonho. É o caso do aluno Alex Coelho Castro, que expressou sua felicidade pela
oportunidade de estar vivenciando na prática, a experiência de estagiar. Para
ele, esse momento vai além de uma simples atividade acadêmica, trata-se da
concretização de um objetivo pessoal e dá chance de mostrar sua capacidade.
A presidente da Pestalozzi,
Janete Araújo, destacou que a iniciativa é extremamente louvável e ressaltou o
empenho dos alunos, segundo ela, os estudantes têm se dedicado intensamente e
demonstrado compromisso em dar o seu melhor, aproveitando cada oportunidade
oferecida. Durante sua participação na TV Rondônia, o colunista Jailton Delogo
reforçou a importância dessas ações, destacando que o estágio é uma ferramenta
essencial para o desenvolvimento intelectual e profissional, pois permite que o
aprendizado saia do campo teórico e ganhe vida na prática. Na ocasião, ele
também fez um apelo direto aos empresários do estado, incentivando que ampliem
o olhar para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Tenho
certeza de que, quando recebem oportunidade, essas pessoas dão conta do recado”,
afirmou. Respondendo a uma pergunta do âncora, Jailton explicou que a Lei nº
11.788, de 2008, estabelece a reserva de 10% das vagas de estágio para pessoas
com deficiência. Ele reforçou que essa medida não deve ser vista como um favor,
mas sim como o cumprimento das normas existentes no país.
O colunista também esclareceu que
as empresas não são obrigadas a contratar estagiários, mas, ao optarem por essa
contratação, devem cumprir a legislação e garantir a inclusão dentro do
percentual previsto. O exemplo do TJRO, mostra que inclusão não é discurso, é
prática. Quando instituições assumem sua responsabilidade social, elas não
apenas cumprem a lei, elas transformam vidas, abrem caminhos e constroem um
futuro mais justo.
Fica o recado, inclusão não pode
ser exceção, precisa ser regra. Dar oportunidade não é caridade, é reconhecer
capacidade. Quem aposta na inclusão não perde, ganha profissionais dedicados,
histórias inspiradoras e uma sociedade muito mais forte e humana.




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